sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Livres pra reclamar, livros de arrepiar!

"O que dizer por todos esses livros no zoológico das estantes?
Livros são animais sexuados: livros são metidos, livros são gestados, livros são paridos. Livros crescem, como meninos. Livros sangram, como meninas. Livros infantis com idéias de aprendiz. Livros de aventura pra estimular a travessura. Livros de iniciação pras pessoas em formação. Todo livro é um livro da vida (mesmo os livros de contabilidade, que são livros de dívidas). Livros de poesia controlam a azia. Livros de História fortalecem a memória. Livros de viagem aperfeiçoam a paisagem. Livros de religião aumentam a devoção. Livros de química servem pra misturar. Livros de teste, pra confundir. Livros de lógica, pra entender. Livros didáticos, pra explicar. Livros revolucionários são livros vermelhos espetados no ar. Livres pra reclamar, livros de arrepiar!
Mas... com quantos livros se faz uma pessoa?
Livros de tabuada pra conta calculada. Livros de auto-ajuda praquilo que não muda. Livros de lazer pra quem tem muito o que fazer. Livros de direito pra homens de respeito. Livro de reza quando a coisa pesa. Livros em liquidação para leitores sem condição. Livros de oratória, livros de ortografia, livros de culinária, livros de psicologia. Livros em orgia. Livros pornográficos levados pra cama. Livros de etiqueta pra pôr a mesa. Livros sádicos. Livros trágicos. Livros míticos. Livros pro alimento do espírito e dos editores. Livros pra vaidade dos escritores. Livros especiais. Livros espaciais. Livros de colecionadores. Livros de informática são livros de computador. Livros de condolências são livros cheios de dor. Livros ensinam a ler. Livros pro humor. Livros pra quem quiser ver. Livros loucos pra saber. Livros com ilustração auxiliam a compreensão. Livros beijados, livros mordidos. Livros apalpados, livros espremidos. Livros lambidos como frutos escorridos. Livros embebidos. Livros embevecidos. Livros abraçados como casais apaixonados. Livros são romances cultivados. São feridas, são repastos. Livros passados de mão em mão, como boas biscas. Livros de arte. Livros de artistas. Páginas arrancadas sem vergonha, livros fumados com maconha. Livros de piada. Sacos de risada. Palavras cruzadas e frases alinhavadas. Livros depenados. Livros invocados. Livros em conflito. Páginas de livros processados em juízo. Livros censurados. Livros permissivos. Os livros das sopas, os livros dos sonhos, o livro dos molhos. Livros molhados nos clubes de livros. Livros de ocorrência. Livros policiais. Livros de referência. Livros originais. Livro pra orientação num universo em expansão. Livros equivocados. Livros inquisitivos. Livros engavetados. Livros recolhidos. Livros esmagados nos ônibus lotados. Livros encoxados, livros encolhidos. Livros espalhados por baixo dos estrados. Livros deflorados. Livros chacoalhados. Livros escondidos. Livros arremessados nos divórcios acalorados. Livros feito espadas. Livros como escudos. Livros que berram e livros que são mudos. O pior livro de cego é aquele que não quer se ler. Livros na ponta da língua. Livros com a ponta dos dedos. Livros engrossam, como rapazes. Livros melhoram, como mulheres. Livros murchos, livros sujos, livros finos. Livros como manda o figurino. Livros de moda. Livros em falta. Livros de sobra. Livros que cheiram bem e livros que cheiram mal (livros de renúncia fiscal). Livros roubados. Livros comprados. Livros vendidos. Árvores de livros abatidos. Livros de cabeceria. A fertilidade dos livros de madeira. Livros exibidos como corpos oferecidos. Livros safados. Livros falados. Livros sorvidos. Livros conservadores nas gavetas dos doutores. Livros emocionais pra cólicas menstruais. Livros de regime. Livros de política. Livros de ótica. Livros de crítica. Livros diários são livros crônicos, são livros cômicos, são livros tônicos. Dicionários de livros explicados. Raciocínios apalavrados. Teses de mestrado. Bolsas de livros financiados. Tomos, tombos, citações. Parágrafos, capítulos, correções. Publicações, polêmicas, opiniões. Livros importados. Livros transportados. Livros traduzidos. Livros encomendados, livros encarecidos. Livros encardenados como faraós embalsamados. Livros aposentados. Livros comentando livros. Livros lavrados em cartórios hereditários. Livros aplicados e homens especializados. Diplomas de livros emparedados. Livros emparelhados. Bibliotecas de livros amontoados. Sebos empoeirados. Livros decorados são livros encruados são livros mal comidos. Livros devorados por vermes aculturados. Livros bichados. Livros suados. Livros vencidos. Caixas e caixas de livros caixa. Arquivos mortos em pandemônio, as fortunas dos livros de patrimônio. Livros de capas trocadas, capas disfarçadas, capas ofensivas. Livros de capas ousadas. Capas proibidas. Os livros contra capas. Os lidos pelas costas. Livros sádicos, livros cínicos, livros mágicos. Livros lívidos, livros épicos, livros bíblicos. Livros lidos como vícios. Livros de sacrifícios. Todo homem é um livro aberto. Todo livro acha que é certo. Escreveu, não leu, continua sendo livro. Já no início era verbo! Larga a mão de ser burro e leia".


De Fernando Bonassi. SP, 25/03/2003. Folha de SP.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Apresentação Grupo 4


Olá, sou Suze, professora de Ciências e Biologia atuo na rede Estadual desde  2004 atualmente leciono para o Ensino Fundamental II na 




 EE José Marcato em Diadema.















Sou professora de Ciências e Biologia desde 2007, formada em Pedagogia e cursando pós em Psicopedagogia. Acredito que conhecer o outro, é sempre uma boa maneira de conviver e aprender melhor. Atualmente atuo no Ens. Fundamental II na "E.E Prof. Evandro Caiafa Esquível" em Diadema. Amo o que faço e vejo no rostinho de muitos dos meus alunos a satisfação de um bom trabalho.










Olá, meu nome é Helaine e sou professora na E.E Amadeu Odorico de Sousa, no Eldorado, Diadema.
Trabalho nesta escola desde 2003 e adoro! Meu hobbie preferido é ler mas atualmente estou estudando italiano e me divirto muito com isso. Meus filmes favoritos são "Sexto sentido" e "Os outros". 
Tenho uma boa perspectiva do curso de formação para professores de ciências e espero que ele satisfaça os meus anseios.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Experiências Compartilhadas

Acredito que a maioria de nós, não tivemos as mesmas oportunidades que nossos alunos tem hoje devido a era digital/informática (o que facilita).
Lembro-me que passava horas nas bibliotecas em busca de livros que me levasse para "outros mundos". Achei a fala do Contardo Calligaris maravilhosa, onde diz que "a leitura, liberta o ser humano". Assim, quero compartilhar com vocês algo mais recente, pois me identifiquei também com a fala da Anna Verônica Mauter, sobre "a dor do ressentimento" se eu nada tivesse feito.
Semana passada, tivemos um problema com indisciplina em uma sala de aula de 9º ano. Alguns alunos jogaram carteiras e cadeiras devido a professora ter fechado a porta deixando alguns alunos para fora. Não era minha aula como podem ter percebido. Mas me senti na obrigação de fazer algo por dois motivos:
1º - em defesa/solidariedade à minha colega (pois me coloquei no lugar dela) e
2º - por meus alunos.
Há uns quatro anos atrás achei por acaso na internet, uma reflexão sobre sala de aula, onde o professor fala de dois grupos, o de 5% Grupo de excelência e o de 95% Grupo dos "restos" e resolvi ler para essa turma. Para que pudessem refletir sobre as atitudes do dia anterior. E assim o fiz. Tive a primeira aula com eles no dia seguinte. Pedi alguns minutos da atenção de todos onde precisariam apenas ouvir a minha leitura. E foi simplesmente fantástico. Pois através da leitura, eles refletiram. Claro que alguns se manifestaram no primeiro grupo pela dedicação em seus estudos e tarefas, enquanto alunos. Mas os que se viram no grupo dos "restos", viram que suas posturas não os fazem melhores, eles se sentiram "mal" diante da situação e disseram querer mudar, passar a fazer parte do grupo de excelência. Também apresentei à eles o Art. 163 do CP pelo dano causado ao Patrimônio Público, mas claro que apenas para conhecimento, pois sabemos bem, isso não resolve. O caso foi resolvido, mas a minha satisfação é saber que eles tem demonstrado comportamentos melhores, ainda que seja por uma pequena reflexão. Senão se tornaram exemplos, mas ao menos refletiram sobre o que querem ser.
Colaboradora Hebe Silva


A minha lembrança de quando comecei a ler é muito viva, pois foi minha mãe, há alguns anos atrás em uma pequena cidade do nordeste, uma de minhas primeiras professoras.
Por isso, hoje, apesar da correria do dia-a-dia, acho necessário a participação dos pais, neste momento tão importante para a formação de um leitor.

Para isso acontecer, estamos estudando a possibilidade de abrirmos a biblioteca para emprestar livros aos pais dos nossos alunos.

Colaborador Julio Cesar Soares da Silva


No início de minha atividade escolar, ficava admirado ao ver o professor escrevendo na lousa. Via-o tracejando linhas paralelas no quadro e falava-nos para pegar o cadernos de caligrafia que havia nos dado e íamos acompanhando-o a fazer linhas. 
Isso era para nos adaptarmos a usar o lápis de forma correta.Passado algum tempo, nos deparamos com outro material que não saiu mais da minha cabeça: a cartilha "Caminho suave".
A parti daí, começamos a desenvolver as primeiras letras do alfabeto, também a utilizar as primeiras leituras que ficaram guardadas em minha memória e que nunca desaparecerá. Que alegria quando chegamos ao final do ano e já sabíamos organizar cada letra em palavra, como o nosso próprio nome. Graças a esse professor e a cartilha que nunca esqueci, foi possível desenvolver tantas coisas em minha vida, através da escrita e da leitura, como esta que estou a divulgar!

Colaborador José Rodrigues Alencar.

A linguagem um pouco rebuscada mas compreensível, me fez mergulhar na vida de "Aurélia Camargo", uma mulher forte, vencedora. Sofri e me emocionei com ela. Queria ser ela!
Depois desse livro, não parei mais! Li todos os livros ganhados e fiz uma carteirinha na biblioteca municipal.
Ano passado, tive a oportunidade de trabalhar na sala de leitura em uma escola da prefeitura de São Paulo. Que grande desafio! Uma professora de ciências, em uma área que até então era território do profissional de língua portuguesa. Li muitos livros, para selecionar aqueles que mais aguçasse o interesse pela leitura nos alunos. Li para eles livros, crônicas, artigos, contos! O que era mais gratificante é que quando eu terminava de ler algo, já se fazia filas para empréstimo daquele livro. Descobri que sou uma contadora de histórias e isso me divertiu muito!
Ler é um prazer sem igual!!

Colaboradora Helaine Cristina Almeida Ferreira

A leitura tem que ser construída (hábito) como escovar os dentes, porém na minha casa não havia livros e meus familiares nunca se interessaram ou se quer incentivaram a leitura de absolutamente nada.
Foi na escola que tive o primeiro contato com os livros infantis pequenas historinhas e livros coloridos com ilustrações, eu adorava e depois, mais tarde com as leituras obrigatórias que comecei a criar o hábito da leitura primeiro como obrigação pois sempre tinham os relatórios e a prova do livro, que nunca me causaram medo pois eu fazia a minha parte e tinha que ller rápido porque como livros são e sempre foram caros, às vezes comprávamos em grupo e cada um tinha alguns dias ou no máximo uma semana para ler o livro e fazer suas anotações, mas através deste contato com a leitura pude analisar o que eu gostava e o que não me agradava e assim busquei outras leituras, pegava livros emprestados com os amigos pois naquela época as bibliotecas públicas eram poucas e as escolas não possuíam o acervo que tem hoje.


Colaboradora Suze Paula Capabianco


"Melhor Gestão, Melhor Ensino: Ciências"



A educação deixou de ser para poucos e transformou-se em educação para todos. O ciclo de crescimento quantitativo ainda não se concluiu, mas deverá se esgotar em alguns anos. Ao mesmo tempo, a qualidade assume dimensões prioritárias. Por essa razão, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP), por meio da Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores do Estado de São Paulo "Paulo Renato Costa Souza" (EFAP) e da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica (CGEB), visa o curso de Formação Continuada à todos os professores para que juntos, possamos pensar numa educação básica de melhor qualidade, onde se enfrenta a urgência de garantir não apenas que todos ingressem na escola, mas também que todos aprendam.
Leitura e escrita não são competências apenas para as disciplinas de Português. Esse blog tem o intuito de mostrar que Ciências também lida com leituras capazes de levar a viagens de grandes conhecimentos.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Sejam bem-vindos ao nosso Blog Estruturando saberes!

Aqui, trocaremos muitas experiências.



"Lembre-se de que você mesmo é o melhor secretário de sua tarefa, o mais eficiente propagandista de seus ideais, a mais clara demonstração de seus princípios, o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros. Não se esqueça, igualmente, de que o maior inimigo de suas realizações mais nobres, a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa, a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar, o arquiteto de suas aflições e o destruidor de suas oportunidades de elevação - é você mesmo." 

Chico Xavier